Março de 2020. O Ibovespa despencava. Eu tinha acabado de receber meu décimo terceiro e decidi que era hora de entrar na bolsa. Afinal, todo mundo dizia que era a oportunidade do século.
Não era. Pelo menos não da forma como eu entrei.
Comprei ações de empresas que eu mal conhecia, guiado por dicas de grupos de WhatsApp e vídeos no YouTube. Não tinha stop loss. Não tinha critério de saída. Só tinha esperança — e esperança não é estratégia.
Quando o mercado se recuperou, em vez de aproveitar a alta, entrei em pânico com a volatilidade e vendi na baixa. Depois comprei de volta mais caro. O clássico erro do investidor amador.
Primeiro: nunca invista dinheiro que você pode precisar em menos de 5 anos na bolsa. Segundo: defina antes de comprar em que preço você vai vender — tanto para lucro quanto para perda. Terceiro: diversifique de verdade, não compre 5 ações do mesmo setor achando que está diversificado.
R$ 18 mil foi o preço da minha educação financeira. Caro, mas poderia ter sido pior.